sábado, 29 de dezembro de 2012

SACOLA DE HERÓI

Eu sou um herói!!!
A dizer que o mundo constrói???
Mas só corro à minha satisfação.
A pessoal realização.
E de sacola na mão.
Abandono o meu Pátrio irmão.
E como o interesse da nova política organização.
Pretende esta brutal aniquilação.
Até tenho direito a divulgação.
Nas públicas redes de comunicação.
É um abrir da sacola à nefasta propaganda.
No aplauso à falsa publicidade de quem manda.
Maldita punição.
A brotar da sacola de desumana ambição.
Neste descalabro.
Há mentira a sacola abro.
A negar a verdadeira construção do mundo!
Em sacola traiçoeira e imunda.
Nego a história!
A construtiva glória!
Ao jugo da mundial avareza.
Ao interesseiro chicote a serpentear pobreza.
Ao ferro do terrorista.
Armado por esta sacola oportunista.
Que quer que a terra.
Se afunde em criminosa guerra.
Em pântanos de corpos trucidados.
Levados na torrente de rios ensanguentados
Mas desde que se morra longe da minha porta.
O sangue não me importa.
Sou um pacifista???
Um desertor Moralista.
Um anti militarista???
Fujo da Portuguesa tropa.
Para ir militar na anti Portuguesa Europa.
E até, sou um idealista.
Um herói realista.
Que gosta de comer mexilhões.
E de fugir do troar dos canhões.
Mas de aplaudir quem os vai fabricando
E pelo mundo espalhando.
Ao enchimento da sacola, aonde eu vou amealhando.
Parte do que ao indefeso se vai sacando.
Sacola de ferro na liberdade da morte.
A fomentar fronteiras sem norte.
Abertas aos interesses do mais forte.
Que logo, infligem sobre as populações negra sorte.
Sou um ser elitista.
Vivo de sacola materialista.
Sou um estudante das ciências.
Em demanda de pessoais conveniências.
Um falso fadista.
Que sem guitarrista.
Canta a saudade
Ao tom da falsidade.
Sou em todas as artes um artista.
A viver de aplauso altruísta.
Mundo de sangrentas sacolas.
De mãos estendidas a pecaminosas esmolas.
Sacolas sem memórias.
A viverem de mortuárias vitórias.
Heróis esquecidos.
Nos passos destes fugitivos adormecidos.
Fardas desguarnecidas.
De vidas imerecidas.
Sacolas de funestas conquistas
Sem corpo nem criação
Nem dever há fundação.
Chão que me criaste.
Bandeira que ao mundo hasteaste.
Mar que sulcaste.
Em caravela que pelo mundo navegaste.
Mas eu, herói da nova sacola, somente a minha sacola guarneci.
E a este egoísta fim. Pelo mundo, de ti escarneci.
A fingir a verdade.
Por estradas de falsa realidade.
Eu! Nem conheci o conquistador!
Nem o Infante navegador!
Nem sei o porquê? De as Berlengas.
E de outras ilhotas solarengas.
Ainda não serem independentes.
Com governos e presidentes.
Se tantos são os impérios das novas finanças
A quererem as desertas às suas poupanças.
E se são tantos os valentes.
Que se armam em comandantes.
Com sacolas e mãos ensanguentadas.
A caminhar por traiçoeiras estradas.
A gritar falsas liberdades.
E impraticáveis igualdades.
Ao encher destas sacolas carregadas de infelicidade.
Que pelo mundo vão disseminando amargura e crueldade.
Num mundo, cada vez mais traiçoeiro.
E mais candongueiro.
A fomentar criminosa desigualdade.
E infantil mortandade.
Fruto da nova sacola, que pelo mundo se vai abrindo.
E na mentira destruindo.
O que, outros, por bem construíram.
E pela humanidade distribuíram.
«»
Portugal, foste outrora senhor dos mares. Mas nestas políticas danadas que em diarreia verbal se vão digladiando para encherem pessoal saco. Tens hoje, a tua população no lodaçal à cata de cadelinhas. Ou nas muralhas a pescar à linha. Porque neste político lodaçal, já os barcos encalharam. Nos escolhos dos Europeus subsídios. Triste realidade.
No entanto, Portugal! A tua nacional verdade. Por mais que a queiram apagar. Flutua sobre os mares e por todos os continentes na língua de Camões.
O mar, difunde a inexaurível verdade. A pedra tormentosa, à muito foi vencida. A esta realidade. A verdade, vence por si própria. E não há quem a cale.
O Padrão! Lá resta! E mesmo para lá do tormentoso. No longínquo. Do então selvagem indígena. Houve dignidade e respeito pelo feito. E a Pedra, assim lá resta.
No entanto, no Portugal da nova Europa. No cerne das moralidades e das filosofias. Derrubaram-se estatuas. Outras são decepadas. Em gritos de igualdade, e liberdade. O mundo, no seu melhor. Estes políticos, são mesmo de respeitar?

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